O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz ser contrário a apresentação de um texto alternativo à reforma da Previdência enviada pelo governo, como foi cogitado por parlamentares na semana passada.

Apesar de achar que está cedo para essa discussão, visto que o prazo para apresentação de emendas ao texto está em curso, Rodrigo Maia defende que o objetivo do texto da reforma previdenciária seja propiciar uma “maior economia”.

“Vamos discutir em cima de um valor e fechar o texto. Não tem essa coisa de texto alternativo, até porque o texto do governo já vai ser modificado na comissão especial, por exemplo, o BPC e a aposentadoria rural que não passam”, disse Maia.

A sigla BPC significa Benefício de Prestação Continuada, que é um provento pago pela previdência pública a idosos e deficientes de baixa renda. Parlamentares já declaram que são contra manter mudanças para esses beneficiados, assim como a aposentadoria rural.

Segundo Maia, está “muito cedo” para definir o relatório da previdência. “O deputado Samuel Moreira está trabalhando no relatório, ainda tem o prazo de emendas, pode ter voto separado? Pode. Vai ter? Não sei”, disse Maia.

A PEC da Nova Previdência foi entregue pelo próprio presidente Jair Bolsonaro em 20 de fevereiro. Já em abril, ela foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que retirou do texto quatro pontos que constavam do projeto original. Após a análise da comissão especial da Câmara, o texto precisa ser votado em 2 turnos no plenário antes de seguir para o Senado.

O governo federal calcula que obterá uma economia de cerca de R$ 1 trilhão em 10 anos, como prevê o texto original da proposta que foi enviada ao Congresso. Perguntado se o valor de economia com a reforma da Previdência vai ser de R$1 trilhão, como quer o governo, Maia disse: “Estamos fazendo conta. Pode ser de um, estamos trabalhando em cima de um valor”.

Maia voltou com aquele papo ‘articulação política’, e voltou a dizer que isso seria necessário para a aprovação da PEC. “Depende da capacidade do governo de conseguir a maioria. A nossa parte estamos fazendo”.