O deputado federal Helio Lopes, que na campanha eleitoral do ano passado usou o sobrenome Bolsonaro e é amigo do presidente, detalhou em entrevista um projeto de lei (947/2019) que apresentou na Câmara dos Deputados defendendo o policiamento ostensivo nas instituições superiores de ensino público.

Na justificativa do projeto, o deputado argumenta que diversas instituições têm passado por “problemas diversos na esfera da segurança pública, alguns causados por agentes externos à comunidade acadêmica; outros, provocados pelos próprios integrantes dessas instituições”.

Para Helio Lopes, “em regra, os delitos cometidos pelos agentes externos estão relacionados a furtos, roubos e estupros”.

Mas, de acordo com o projeto do deputado, “dentro da comunidade acadêmica , multiplicam-se os exemplos de vandalismo, posse e uso de bebidas alcoólicas, de drogas ilegais e demonstrações explícitas de atentado ao pudor a título de “manifestação artística”.

“A tão propalada autonomia universitária não pode ser invocada para coibir a ação das autoridades policiais em situações como essas. Essa autonomia não pode se superpor ao mandamento constitucional que atribui à polícia militar o policiamento ostensivo em todo o território nacional”.

Questionado sobre o projeto, o deputado federal, que foi o mais votado no Rio de Janeiro na eleição de 2018, disse que “universidade não é terra sem dono, terra sem lei”.

A ação do deputado é um marco na já anunciada e muito esperada retomada da ordem e da lei nos campus universitários. Temos assistido com tristeza a transformação dos ambientes acadêmicos em verdadeiras trincheiras ideológicas e de ataques violentos ao pudor sendo chamado de ‘liberdade de expressão’. Bem como o uso ilegal de propaganda político-partidária e até uso de drogas por alunos —e pasmem– por professores também. Essa brincadeira está com seus dias contados.